Transição energética e hidrogênio verde pautam debate no programa Técnico em Pauta desta semana
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A necessidade de migrar para fontes de energia mais limpas e sustentáveis e os impactos dessa mudança no exercício profissional dos técnicos industriais foram os temas centrais da edição do programa Técnico em Pauta de segunda-feira (9). O debate reuniu o vice-presidente do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Rio Grande do Sul (CRT-RS), Elemar Schneider, o gerente-geral Paulo Cesar Maciel e o diretor Luiz Santiago, no programa apresentado por Juliano Palhinha, na Rádio Berlinda.

Durante a conversa, os participantes destacaram que a discussão deixou de ser apenas ambiental para se tornar também econômica, industrial e social. Segundo Paulo Cesar Maciel, a pauta passou a integrar as discussões do Conselho porque a transição energética já não é mais uma escolha, mas uma necessidade diante da crise climática global. “Todos nós estamos sendo obrigados a nos renovar com energias limpas. A sociedade precisará se reinventar”, afirmou.

O professor Elemar iniciou sua fala explicando que a transição energética corresponde à mudança do atual modelo de produção e consumo de energia, historicamente baseado em combustíveis fósseis, para fontes renováveis e menos poluentes.
Ele destacou que energia está presente em praticamente todas as atividades humanas, seja na geração de calor, frio ou eletricidade. A matriz energética representa o conjunto de recursos utilizados para essa produção e, por décadas, teve como principal base insumos fósseis, responsáveis por grande parcela das emissões de carbono.
Conforme dados apresentados pelo professor, a temperatura média do planeta já aumentou cerca de 1,5°C , índice considerado altamente preocupante por se tratar de uma média global. O cenário coloca em risco o equilíbrio ambiental e, em última instância, a própria existência humana, alertou, ao lembrar que o tema vem sendo debatido internacionalmente há décadas. “Desde a Conferência Rio-92, há uma defesa constante pela redução do aquecimento global. Entretanto, a forma como produzimos e consumimos energia permanece como um dos principais emissores de gases de efeito estufa. “Precisamos descarbonizar a indústria e passar a utilizar insumos energéticos que não dependam do carbono. Isso é fundamental diante da crise climática que estamos vivendo”, destacou.
Ele lembrou ainda que o modelo energético adotado historicamente por diferentes países contribuiu para os impactos climáticos atuais. “Hoje todo mundo precisa pagar a conta. Precisamos ter um olhar urgente para fazer essa transição”, completou.
Outro dado relevante apresentado no debate indica que, até 2050, o consumo mundial de energia deverá praticamente dobrar, o que reforça a urgência de mudança no modelo produtivo e energético.
Neste contexto, entre as alternativas energéticas debatidas, o hidrogênio verde foi apontado como uma das principais apostas para os próximos anos. Apesar de ainda parecer um tema distante para parte da população, os representantes do Conselho reforçaram que a mudança já está em andamento.

Dados apresentados indicam que aproximadamente 167 milhões de pessoas já foram afetadas por crises climáticas em todo o mundo, reforçando a urgência da pauta. “O assunto precisa ganhar espaço. Quanto mais falarmos sobre isso, mais conhecimento será gerado e mais a pauta se consolida”, ressaltou Paulo Cesar.
Dentro desse cenário, o CRT-RS atua de forma estratégica na preparação dos profissionais para o novo contexto energético. Conforme destacou o diretor Luiz Santiago, acompanhar os projetos e garantir qualificação adequada será fundamental para o setor produtivo. “É preciso capacitar os técnicos para que possam acompanhar e executar esses projetos”, afirmou.
A discussão reforça que a transição energética não representa apenas uma mudança tecnológica, mas uma transformação estrutural que impactará diretamente o mercado de trabalho. Para os debatedores, a qualificação profissional e a atualização permanente serão determinantes para que os técnicos industriais participem ativamente desse novo ciclo de desenvolvimento sustentável.










