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Programa Técnico em Pauta debate o futuro da educação técnica e seu papel na indústria

  • Foto do escritor: Comunicação e Marketing
    Comunicação e Marketing
  • 9 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

CRT-RS e Fundação Liberato reforçam a importância de integrar formação, pesquisa e inovação para o desenvolvimento industrial gaúcho



A conexão entre a educação técnica e o desenvolvimento da indústria foi o tema central da terceira edição do programa “Técnico em Pauta”, transmitido pela Rádio Berlinda nesta segunda-feira (6). O episódio reuniu o presidente do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Rio Grande do Sul (CRT-RS), Luiz Antonio Castro, e o diretor da Fundação Liberato, professor Sérgio Dias, em uma conversa mediada pelo jornalista Juliano Palhinha.


Durante o programa, os convidados destacaram que fortalecer a ponte entre ensino técnico e realidade industrial é um compromisso permanente, essencial para garantir competitividade e inovação ao setor produtivo gaúcho.


Ao abordar o papel do técnico no cenário atual da indústria, Luiz Antonio Castro destacou que esses profissionais são muito mais do que executores, são agentes estratégicos na aplicação de novas tecnologias e na condução da inovação dentro das empresas. “O técnico é parte fundamental da engrenagem da inovação. Ele está na linha de frente, transformando conhecimento em resultado prático. Em um mercado em constante transformação, a qualificação técnica é um diferencial competitivo indispensável”, afirmou Castro.

O presidente do CRT-RS também ressaltou a importância das feiras de inovação e tecnologia, como a Mercopar e a Mostratec, que aproximam estudantes, instituições e empresas. Segundo ele, a experiência em eventos científicos é cada vez mais valorizada pelas organizações na hora da contratação, pois demonstra iniciativa, criatividade e vivência prática.

Castro mencionou ainda que o Senai está revisando as grades curriculares de mais de 70 cursos técnicos no país para adequar o ensino à nova realidade da indústria, movimento que também está sendo discutido no Rio Grande do Sul junto à rede de ensino técnico estadual.


Na mesma linha, Sérgio Dias, diretor da Fundação Liberato, destacou que as instituições de ensino técnico precisam dialogar constantemente com o setor produtivo. Para ele, a formação técnica só cumpre seu papel quando o estudante é preparado para atuar nas reais demandas do mercado, com domínio das tecnologias de ponta. Para isso, as escolas e empresas precisam caminhar juntas, desde o desenho curricular até as práticas de estágio. Nesse contexto, Dias apresentou a experiência da Fundação Liberato, que possui uma incubadora de empresas criada a partir dos projetos desenvolvidos pelos próprios alunos. O modelo, segundo ele, estimula o protagonismo estudantil e amplia o alcance da pesquisa aplicada.”Os alunos iniciam na pesquisa desde o ensino fundamental e chegam ao ensino médio com projetos de alto grau de maturidade, muitos com potencial para se tornarem negócios reais. Essa interdisciplinaridade é o que forma cidadãos inovadores”, destacou.


Os desafios da indústria gaúcha também pautaram o debate, desde a escassez de mão de obra qualificada até a defasagem em infraestrutura e laboratórios. De acordo com dados citados por Castro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um déficit de 470 mil técnicos no Brasil, número que pode limitar o avanço rumo à Indústria 5.0, baseada em automação, sustentabilidade e inteligência artificial. “Mesmo com a modernização dos parques industriais, é fundamental ter profissionais preparados para operar essas tecnologias. A indústria 5.0 não se faz sem técnicos capacitados”, alertou o presidente do CRT-RS.


Entre as perspectivas apontadas, estão a formação continuada para técnicos em atividade, o estímulo à pesquisa aplicada e o fortalecimento das parcerias entre o CRT-RS, as instituições de ensino e as empresas para promover estágios e vivências práticas.


 
 

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